..MAIS UM?

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domingo, 6 de dezembro de 2015

O que sobrou de mim...



Nem mesmo o mais exímio detetive o poderia responder.
As forças supremas conforme reza a lenda talvez pudesse me orientar...
O fato é : Acataria eu?
Isso não me apetece agora.
O reflexo do espelho me mostra um número de rugas dantes escondidas , porém vivas.
O que sobrou?
Ideal palavra. Sobra. Resto. Pouco.
Na fé de que o pouco, a unidade, um... pode culminar em diferenças...
Eis-me aqui...prostrado numa taberna. Não sozinho. Não seria justo dizer isso visto as aranhas,baratas e moscas que insistem em me acompanhar. 
Não sei se estão por amor ou na espera de que o que sobrou,finde. 

sábado, 16 de março de 2013

Sonhei que eles transitavam sem me notar...



Sonhei que eles transitavam sem me notar...
Que o sol pouco a pouco ao amanhecer tocava em pontos que não eram os meus...
Que o vento era o único que me atingia fria e pesadamente como em forma de um aviso a ir com ele.
Ir há um lugar que não era novo.
Ali para que me notassem.
Onde o calor do sol se fizesse palpável...Ah! Quimera.
Decidi ouvir seu chamado. Entretanto, lhes confesso que sair da sua zona de conforto não fora uma tarefa fácil. Antes,complexa.
Reconhecer que as possibilidades poderiam ser infinitas...
Nessa carreira, o cantar dos pássaros me vieram como acalanto.
Mais que depressa pus-me a procura destes.E qual não fora o pesar... Ali estavam... Ali cantavam... Ali se faziam serem ouvidos,notados,tocados e presos...
Logo minhas lágrimas se fizeram presentes... E num piscar de olhos marejados me vi como se estivesse olhando para um espelho...
Meu reflexo havia mudado...Mas sabia que era eu.
LÁ LÁ LÁ LÁ ,emiti com graciosidade e como nunca o fizera.
É certo que tal canto trazia consigo algo que aos poucos me obrigava a unir as mãos. Essas que quando dei por mim já não existiam...
Minha boca já não possuía lábios...
E então suei frio. Estava nu.
O desespero fora espontâneo - inevitável.
Tentei me esconder até que percebi que a minha  volta haviam paredes com vigas bem estreitas e espaçadas entre si. Apenas uma parede recebia uma textura diferente. Firme.
Com um olhar rápido notei que na parte superior uma barra de ferro ou aço - o qual hoje é indiferente - dava a impressão de me sustentar sob aquele espaço.
Ao voltar meu olhar para baixo, fui recebido por uma mal estar - suspeito ser vertigem - Não havia mais chão.
Sem explicação aparente senti vontade de entoar novamente aquela canção.
Tão logo cantei senti algo o qual poderia ser classificado como tremor. O espaço em que estava foi deslocado para o calor do sol...
Tão logo cantei,o vento me tocou...Ouriçando minha...penugem?
Aos poucos pude me controlar.
E antes que pudesse improvisar um novo arpejo, fui tocado bruscamente pelo caro vento...
Tropecei e caí.
Eles não viram a cena...O sol como que cúmplice também partira...
No chão...Sozinho...Sem o soprar...
Minha voz ensaiou embargada um novo cântico...
Sem sucesso...Fiquei ali...Sonhei...Sonhei em poder sair daquele lugar...
De usar minhas asas...
E antes que pudesse me animar com as imagens da minha imaginação...Outra vez,mais gélido que nunca, me tocou...
Dessa vez preferi rejeitar seu pedido...
Estranhamente aquilo o qual chamei de portinhola se abriu...Poderia ser minha chance...De ser livre...De sonhar.
Mas o piscar é certeiro e antes que pusesse em prática meus devaneios ... Não estava mais ali...
Agora, eu era eu mesmo... Ou o que achava que me pertencia estava de volta aos seus lugares...
A menos é claro...Eles,o sol e o vento.
Levantei.
Pensei sobre aquilo.
E resolvi me arrumar para trabalhar.
Ao sair da cama sem que eu notasse, uma pena enxarcada cai da cama e lentamente sobrevoou até que parou no chão.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Como não te amar?


Quando sua voz me leva para um lugar surreal e inimaginável...

Quando seus olhos me tiram para uma dança sem fim...

Quando teu perfume vem como um acalanto que outrora me era somente em contos...

Quando teu abraço implica não somente ao afeto corporal mas, algo indecifrável...

Ah! Como não te amar?

Como rejeitar suas mensagens mentais naquele momento do dia em que penso em você e recebo a certeza de que não estou só nesse pensar...

Saber que é amor é só questão de coração...

Um coração romântico diria : As pernas tremem.
Ou um cético : A reciprocidade é real.

Já o meu diz : Não importa o que seja. Não importa o que dizem. O que importa é que você me ama e mesmo sem termos a perfeita definição do que isso seja, confesso com todo o meu ser :

Também. Eu te amo!


Dedicado à : "dedos".

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Bobagens de apaixonados...



Qual a razão ficarmos bobos quando estamos apaixonados?

Será o fato de nos perder dentre o calor do abraço?

O perfume natural e singular que nos prende como um nó feito com corda de algodão doce?

O olhar "puxado" que te te congela suavemente para que você não consiga pensar noutra coisa além do presente que na sua frente está?

A mão que como no filme de outrora, "encaixa" perfeitamente?

Qual a razão ficarmos bobos quando apaixonados?

Simples... talvez por não ser paixão...

Amor.





quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Mais de mim...(again)

Esse cara sou eu...
http://www.youtube.com/watch?v=UmnZ0LTzuPQ

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Rosa Milenar


Se tivesse outras vidas todas seriam vividas para você...
Mas você não entende...
Que ao olhar uma rosa instantaneamente lembro de ti...
E numa doce comparação encontro a cor delicada das pétalas como a cor dos seus olhos...
É impossível não relacionar o perfume dela com o mais ímpar e divinal aroma natural que de ti exala...
Então você me pergunta :
"- E quanto os espinhos?."
E mais que depressa respondo:
Os espinhos são uma representação da minha presença em sua defesa...
Te amo... E te amarei mesmo que sequem as pétalas...
E a lembrança de tê-la um dia terá valido a pena...
Ao menos nessa vida...

segunda-feira, 2 de julho de 2012

O Estranho


Introdução

É sempre estranho terminar algo. No sentido literal da palavra ALGO é sempre estranho. E de coisas estranhas eu entendo bem.
Nasci de forma estranha. Fui criado de forma estranha.  Quando comparava o tal do amor com o que recebia dos meus, era estranho.  Hoje compreendo que o que fiz não foi um crime.
Segundo a minha formação foi apenas, estranho...

Odair.